quinta-feira, 2 de março de 2023

Téo e Berê

Dispensei o chapéu
A postura blasé
O meu papo cruel
A citação cliché
Me portar como um réu
Ao pensar em você
Dispensei o teu mel
E a loucura, pra quê?
Meus textos no papel
Meu eu, jovem, michê
Gostavas de cordel
Gostava de você
Dispensei o bordel
O amor a mercê
Não quero mais troféu
Já cansei de vencê
Já cansei de rimar
Me permito fazer
Dispensei o motel
Isso, bem sei, porquê
Enjoei do papel
Da postura de mau
Valorizar meu pão
Porra, a troco, de quê?
Dispensei tu, fiel
Bem quis nossa bebê
Já comprado o anel
Quis ouvir seu lelê
Para entrar no seu céu
Te entreguei um buquê
E no inferno, ao léu
Recheado de fel
Vejo, então, Maitê.


Nenhum comentário:

Postar um comentário