por Fagner, de
O compasso do meu pensamento
E o coração se entrega inteiro, sem razão
Se o pensamento foge dela
E o corpo todo sai tremendo,
massacrado e ferido no conflito
por Fagner, de Petrucio Maio / Clodo
Fiz meu café sem vontade
Nem de beber
Nem de viver
Limpei a sala e a cozinha
Tirei tudo de mau que havia
Olhei pro lado e me vi tão triste
Ainda
Recolhi cacos e pedacinhos
Daquela que seria
A melhor obra
Olhei pra tela, que leva meu nome
E que,
mesmo assim
Insiste em parecer sorrir
Embora violentada
Parece um pouco comigo, afinal
Eu não consigo mais me concentrar
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
É importante, todos me dizem
Mas nada me acontece como eu queria
Estou perdido, sei que estou
Cego para assuntos banais
Problemas do cotidiano
Eu já não sei como resolver
Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui
Então é outra noite num bar
Um copo atrás do outro
Procuro trocados no meu bolso
Dá pra me arrumar um cigarro?
Eu não consigo mais me concentrar
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
Já estou vendo TV como companhia
Talvez se você entendesse
O que está acontecendo
Poderia me explicar
Eu não saio do meu canto
As paredes me impedem
Eu só queria me divertir
As paredes me impedem
Eu já estou vendo TV como companhia
Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui