Aconteceu uma coisa muito engraçada - enquanto estranha - que me deu uma certa vontade de escrever sem regra, sem limite, sem ritmo e sem escolher palavras. Ultimamente - ouso dizer, que, desde a pandemia - tenho tido certa dificuldade em escrever livremente. Todo texto insiste em sair como um poema, com versos, sílabas contadas, ênfases calculadas e algum romance embutido. Não sei da onde veio isso, sério! Se volto a ler certas crônicas de tempos longínquos vejo o quanto eu autorizava a arte a ser o que é, ainda que fosse, naquela época, tão quadrado. Hoje fico aqui pensando na coisa vendável, no que agradaria meus leitores (sete, que são) ou no que denunciaria aquela verdade que eu sempre insisti em esconder.
Estamos na geração tiktok. Nada mais está escondido. Então, meu Deus, o que é que eu estou fazendo, afinal?
Aconteceu que, após algum considerável tempo, encontrei com magníficos artistas que já convivi, admirei, assisti, dividi, e, claro, tanto me ensinaram por influência e parceria como me ajudaram a criar a personalidade que hoje sou.
Senti vontade de relatar por aqui como foi lindo o encontro, por si só. Uma energia boa, forte, construtora e indestrutível.
E agora que todas as conversas lindas, profundas e envolventes, foram absorvidas pela noite, é como se as palavras tivessem sido engolidas junto, numa grande descarga, ao som da canção de introdução da abertura de Dragon Ball GT tocada no clarinete e cantada de peito aberto pelo churrasqueiro que não tinha nada a ver com o assunto.
Belchior choraria de emoção.
E Chico, de vergonha.
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