Há uma magia no ódio que não se pode explicar.
De repente, no meio da noite, me peguei na mesa, entre amigos - ainda bem! que um dia saibam que é deles que falo! - derramando lágrimas e falhando as sílabas daquelas canções dos anos noventa.
Como pode?
Conforme o tempo vai passando, cada quebra se torna ainda mais difícil. Como se a cada nova história, novos significados se criassem e, aí, a vida fizesse mais e mais sentido, um caminho que agora, enfim, pudesse ser traçado e trilhado com força e coragem.
Cada rompimento expõe a fragilidade e a delicadeza das relações. Cada telefone desligado na cara vem forte como uma flecha, um punhal, uma adaga, cortante e refinada, macia e afiada, pra doer, ferir, machucar e sutilmente retirar as entranhas daquilo que deveria ser amor.
Nessa hora, a cabra da montanha me lembra de pensar friamente, do jeitinho que a terapeuta gosta, dizendo: olha, você já passou por algo tão pior, por que será que essa mesquinharia é tão ruim?
Fácil falar. Difícil sentir.
Dormir, então? Nem me fale.
Extravasar é coisa de gente sobrecarregada. Será que estou assim e ainda não percebi?
De fato, até que ela me falou. Que tal sair pra caçada e lembrar como é ser o leão, rei da selva?
Me lembro de como era bom e é com isso que vou.
Já que, afinal, há tantas savanas a frente...
Huntin' season has just started!
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