Depois daquele rito pós reencontro, enfim Raíssa levou Ricardo ao seu apartamento.
Quando ele colocou os pés pra dentro, já sentiu uma energia diferente, sintonizada, gostosa. Ali era o lugar.
E não podia ser por menos, afinal, aquela visita já era uma dívida há pelo menos onze anos...até que veja só, aconteceu.
Tiraram os sapatos, um tapete peludo que cobria toda a sala fez Ricardo se sentir nas nuvens, observando rapidamente a varanda, e se jogando no sofá inteiro branco, pronto pra ser manchado com todo o vinho que aquela noite pedia. E olha que ainda eram pouco mais de seis da tarde...
Raíssa guardou as garrafas na geladeira, e voltou toda charmosa com duas cervejas nas mãos: - "A próxima é sua, bonitão!" - Com um shorts curto o suficiente pra provocar e uma blusinha bem a vontade.
Ricardo respirou fundo depois de observar cada centímetro daquela pequena mulher e só conseguiu dizer uma palavra:
- "Saúde!"
Era um brinde e tanto.
Assim, em duas ou três horas - sabe lá! - foram quinze garrafas e setecentas histórias. Agora com os dois já alegres o suficiente pra saírem cantando Frank Sinatra pelas ruas de NYC, a música lá fora já nem incomodava mais. As palavras foram se acabando naturalmente, dando lugar às mãos que se tocavam, envolviam a nuca e o rosto, deslizavam por onde podiam ir.
Raíssa suave e leve, em um rápido movimento, já estava sobre Ricardo. Sentou sobre seu colo com as pernas abertas envolvendo sua cintura e entrelaçando pelas costas, passou a mão pelo seu pescoço e deu-lhe então um beijo bom. Não há outra definição para esse beijo. Quando a vontade já é tanta que ultrapassa a barreira da avaliação,
Logo, os dois se moviam tão sincronizadamente que já se sentiam completamente conectados mesmo com tanta roupa ali naquele espaço.
Ricardo se levantou e Raíssa já estava de joelhos, pronta. Tirou sua blusa pra libertar seus instintos e logo ja o possuía em sua boca, enquanto massageava suavemente suas honras e tentava engolí-lo por inteiro. Nada fácil, o que deixava tudo ainda mais excitante.
As calças de Ricardo já haviam se rendido, todas jogadas no chão...e ao mesmo tempo em que olhava para o teto e fechava os olhos quase enlouquecendo com a situação, levantou Raíssa com sua força milimetricamente calculada a colocando agora de costas para si - enquanto puxava seus lisos cabelos loiros e mordiscava seu pescoço - fazendo suas pernas tremerem, sua virilha se lambuzar de sua vontade, seu corpo arrepiar e pedir mais, e mais, e mais...
Agora, então, sem sinal de qualquer pano, Raíssa levou aquele homem de quase 1.90m para seu quarto. Abriu as janelas e, toda nua, abriu as cortinas...
- Hoje os vizinhos saberão o que é um reencontro memorável!
Debruçou-se então de joelhos na cama, com as mãos na janela, e pediu...implorou, com um charme e uma delicadeza quase francesa...
- Vem...com tudo!
Ricardo só pensava nas mil formas de possuir aquela mulher, tão pequena e sensual, feita para seus moldes: todo grande.
Seguiu e, com os movimentos certos, chegava até o fundo de Raíssa, agora já em êxtase e totalmente amolecida. A linda e loira tremia enquanto sentia Ricardo deslizar por dentro...suas mãos acompanhavam, deslizando sobre suas coxas e apertando seu quadril. De repente uma mão vinha e puxava seu cabelo com a força suficiente para que pudesse sentir Ricardo novamente lá no fundo. Prazer e dor, uma loucura indescritível.
Raíssa terminou a noite em seu ápice por três ou quatro vezes, amolecendo suas pernas e perdendo os sentidos, caindo de sono, adormecendo no sono dos justos...
Até acordarem pela manhã. Entrelaçados, grudentos e grudados, em toda a sua essência.
A vida não demanda explicações para o que é pra ser.
Assim, será.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Post Mem
Bebo todo o vinho
Que desce como sangue
Porque definitivamente
Não deveria estar aqui.
Apesar disso, respeito os fatos
O tempo, os atos
Se ainda estou, ora pois
Há suas razões.
O estado desaba por inteiro
Bagunça a programação,
E enquanto causa raiva em uns
Alívio em outros
Desespero em nós
Insiste em regredir para o século passado
Por que não, retrasado?
Abro então a vitrola,
Tal qual vivesse longe daqui
Nem sei onde, mas sim
Onde queria estar
E sento.
E imagino.
As folhas do outono continuam a cair
Enquanto faço sua trilha sonora
Para aplausos unânimes
De gente que me odeia
Que me evita
Que me inveja e
Que me excita.
E Miles Davis me acompanha
Pra eu poder pensar se você vai ler isso
Daqui a vinte ou trinta anos.
(Ah, como eu queria...)
Bebo todo o vinho.
Porque o segredo já foi revelado
E a vida não seguirá como deveria ser
Ao menos não há quatro ou cinco anos.
Agora então, entendo, o que a pequena abelha me disse
Em um zunido qualquer
Que só fiz uso indevido de quem não merecia
(Ah, que sofrimento!)
E o olho no céu continua lendo minha mente
Insistindo em mostrar o caminho.
Bebo todo o vinho.
Porque preciso abrir minha mente e pensar
Longe, alto, avante, maior, mais forte e mais intenso
Porque joguei tanta coisa fora e fiquei só com o essencial
De propósito, pra testar e ver, que sim, dá pra viver só com isso.
Percebo que enganei todas as dificuldades
A vida toda
Sempre com um atalho, um caminho, um seguro
Um plano que enfim não me permitisse sofrer o que
Talvez
Devesse.
Porque quando pensei que sofria, era só o começo
E foi ali que aprendi com os erros dos outros
Pra poder, assim, desviar as rotas
Encontrar subterfúgios
Seguir assim, camuflando meus erros
Culpando cruelmente inocentes
Inescrupulosamente.
Bebo todo o vinho.
Por enfim, por não saber ao certo
Se isso é o certo ou
Se carregarei pra toda a vida
A culpa.
Ainda sim, há algo maior
Que precisa de mim
E que me chama
Em sonho e em vida
Até com certa frequência
Pra me lembrar que, de fato
Se estou tentando mesmo fugir
Do que a vida colocou pra mim
O sofrimento é inevitável
Mas
Que se lá na frente souber
Que a escolha era essa
Serei então
Feliz ou não
Alguém pleno.
Consciente.
Entregue.
Vívido.
Cabal.
Om.
Que desce como sangue
Porque definitivamente
Não deveria estar aqui.
Apesar disso, respeito os fatos
O tempo, os atos
Se ainda estou, ora pois
Há suas razões.
O estado desaba por inteiro
Bagunça a programação,
E enquanto causa raiva em uns
Alívio em outros
Desespero em nós
Insiste em regredir para o século passado
Por que não, retrasado?
Abro então a vitrola,
Tal qual vivesse longe daqui
Nem sei onde, mas sim
Onde queria estar
E sento.
E imagino.
As folhas do outono continuam a cair
Enquanto faço sua trilha sonora
Para aplausos unânimes
De gente que me odeia
Que me evita
Que me inveja e
Que me excita.
E Miles Davis me acompanha
Pra eu poder pensar se você vai ler isso
Daqui a vinte ou trinta anos.
(Ah, como eu queria...)
Bebo todo o vinho.
Porque o segredo já foi revelado
E a vida não seguirá como deveria ser
Ao menos não há quatro ou cinco anos.
Agora então, entendo, o que a pequena abelha me disse
Em um zunido qualquer
Que só fiz uso indevido de quem não merecia
(Ah, que sofrimento!)
E o olho no céu continua lendo minha mente
Insistindo em mostrar o caminho.
Bebo todo o vinho.
Porque preciso abrir minha mente e pensar
Longe, alto, avante, maior, mais forte e mais intenso
Porque joguei tanta coisa fora e fiquei só com o essencial
De propósito, pra testar e ver, que sim, dá pra viver só com isso.
Percebo que enganei todas as dificuldades
A vida toda
Sempre com um atalho, um caminho, um seguro
Um plano que enfim não me permitisse sofrer o que
Talvez
Devesse.
Porque quando pensei que sofria, era só o começo
E foi ali que aprendi com os erros dos outros
Pra poder, assim, desviar as rotas
Encontrar subterfúgios
Seguir assim, camuflando meus erros
Culpando cruelmente inocentes
Inescrupulosamente.
Bebo todo o vinho.
Por enfim, por não saber ao certo
Se isso é o certo ou
Se carregarei pra toda a vida
A culpa.
Ainda sim, há algo maior
Que precisa de mim
E que me chama
Em sonho e em vida
Até com certa frequência
Pra me lembrar que, de fato
Se estou tentando mesmo fugir
Do que a vida colocou pra mim
O sofrimento é inevitável
Mas
Que se lá na frente souber
Que a escolha era essa
Serei então
Feliz ou não
Alguém pleno.
Consciente.
Entregue.
Vívido.
Cabal.
Om.
domingo, 1 de maio de 2016
Sabe?
Preferia mil vezes não te ver
A te ver
E me lembrar do quão inalcançável tu és
[Isso porque inalcançável é a palavra que mais tive dificuldade até hoje em saber se estava certa, veja só]
Que entre tuas fugas te encontro e já sei
Em breve, desaparecerás
E aí acontece de novo
Pelo clima da noite eu sei que não te perdi
E pela temperatura da minha cama eu sei que não te ganhei
Só não se engane
Isso tudo nada tem a ver com sexo
Mas sim, com calor
Porque fomos feitos incrivelmente sedutores
Cheios das possibilidades
Donos desses poderes
E até com certa preguiça
Que nos levou - por destino ou escolha - somente até a página seis
Empacados, então, estamos
Resolvendo outros amores
Ganhando e cumprindo favores
Sem sequer deixar pra trás o que já foi
Vamos vendo a vida
Que atropela os sentidos, todos
E aquela mordida no pescoço
Ficou guardada num bolso
A espera só de um esboço
Pra então desenhar nós dois
A te ver
E me lembrar do quão inalcançável tu és
[Isso porque inalcançável é a palavra que mais tive dificuldade até hoje em saber se estava certa, veja só]
Que entre tuas fugas te encontro e já sei
Em breve, desaparecerás
E aí acontece de novo
Pelo clima da noite eu sei que não te perdi
E pela temperatura da minha cama eu sei que não te ganhei
Só não se engane
Isso tudo nada tem a ver com sexo
Mas sim, com calor
Porque fomos feitos incrivelmente sedutores
Cheios das possibilidades
Donos desses poderes
E até com certa preguiça
Que nos levou - por destino ou escolha - somente até a página seis
Empacados, então, estamos
Resolvendo outros amores
Ganhando e cumprindo favores
Sem sequer deixar pra trás o que já foi
Vamos vendo a vida
Que atropela os sentidos, todos
E aquela mordida no pescoço
Ficou guardada num bolso
A espera só de um esboço
Pra então desenhar nós dois
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