Um dia
Pensei ser forte
O mais forte deles
Tudo bem, talvez eu tenha exagerado, ali, um pouquinho
Apenas um dos mais
Pensei que estava ali
Entre os mais dos mais
Na confraria
Um seleto e desconhecido grupo
Que era capaz de fazer e desfazer
Dizer e desdizer
Admitir, depois, mentir
Seguir vivendo a vida então.
Eu me gabava, então
E achava graça
Gostava de dizer que eu era, sim
O escolhido delas
O moço do chapéu, por favor
Sempre,
A qualquer custo,
à toa,
à toda prova.
Depois me vi, por fim
Um imbecil
Um tolo, um bobo, um qualquer
Homem vil
Um narcisista, um besta, um animal
E adjetivos tenho aos montes
Ora, pois
Que tanto faz
Se eu amo vomitar na folha em branco
Palavras e poemas
No meu lápis que eu aponto volta e meia
Usando a faca feita para os queijos
Já que é pequenininha
Eu sei que é ela, e só
Que
Cabe bem
Se eu passaria a noite divagando
Se eu vejo, ainda, um jeito, solução
Talvez deva guardar aqui, pra sempre
Pra sempre, estarei, eu
Eu mesmo, e ela
Mostrando, sim, que eu talvez, tenha aprendido
Que amar é simples
Fácil,
E bonito.
Aprendi, sim, que amar, é o mais incrível
O sentimento mais tranquilo e puro
Mas que independente disso
Jamais será, por si só, indolor.
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