Permito-me deixar que o amor exista. Se em verdade, desta vez, veio a surgir, pois que seja então este punhal a perfurar cada um dos poros do meu peito até penetrar meu coração e, veia e veia, dilacerar o que ainda resta desta estrutura que finge que é forte.
Em cada cômodo há um pouco do que é dela, e em cada canto do meu corpo resta ainda mais um pouco dela inteira. Faço que me engano, finjo que já foi, e logo me lembro do que não sai de mim, nem sairá. Lembro que eu não vou deixar, nunca mais, de queimar naquele fogo a cada manhã.
Não venço a guerra. Não tento, apelo, abro os braços e caio de joelhos frente à porta - que dei uma volta a menos na chave, na esperança te ver ali do outro lado a me chamar. Sinto que é em vão quando só o vento pelos corredores me responde um não em sua cantoria.
Em teus braços que não encontro, termino por adormecer após horas de luta. No meio da noite meu coração falha, o ar me falta, e eu acordo. Aqui, bem ao seu lado. Onde você deixou o seu amor. Onde você não está.
Em cada cômodo há um pouco do que é dela, e em cada canto do meu corpo resta ainda mais um pouco dela inteira. Faço que me engano, finjo que já foi, e logo me lembro do que não sai de mim, nem sairá. Lembro que eu não vou deixar, nunca mais, de queimar naquele fogo a cada manhã.
Não venço a guerra. Não tento, apelo, abro os braços e caio de joelhos frente à porta - que dei uma volta a menos na chave, na esperança te ver ali do outro lado a me chamar. Sinto que é em vão quando só o vento pelos corredores me responde um não em sua cantoria.
Em teus braços que não encontro, termino por adormecer após horas de luta. No meio da noite meu coração falha, o ar me falta, e eu acordo. Aqui, bem ao seu lado. Onde você deixou o seu amor. Onde você não está.