Com amor, é que tudo mais belo, se torna
Cada pingo de letra é um desenho, um obra
Cada toque de som é canção, é uma nota
Justifico então pois, por não vir hoje, a amar
Que uma frase, por si, já nasce a mendigar
Uma dose de belo, um castelo a enfeitar
Que é útil à tinta, senão a escrever
Declarações de amor, pro papel, que há de ser
Tatuado em cor, riscado de prazer?
Conto até dez ou doze só pra te contar
Que esta porta é aberta, mas não deixo entrar
Coração que não sinta, o que eu sinto, jorrar
Fica lá pra trás, poema reticente
Poe culpa no mundo e cuida dessa gente
Que põem na cruz, poetas
Que se escondem, nas frestas
De tudo o que sentem