Oh, céus, por Deus...
De novo essa música.
Esses pensamentos ocupando minha cabeça
Encharcando-me os olhos
Travando minha língua no céu da boca
Inflamando a garganta
Apertando o coração
Acelerando os batimentos
Diminuindo os batimentos
Queimando o esôfago
Corroendo o estômago
...
Por que é que isso ainda está acontecendo? Já não era hora de parar?
Como - e ainda bem que - existe o dia seguinte, a manhã seguinte, o recomeço, hoje acordei com os pés ainda mais fincados no chão. Toda a estabilidade e sensatez que posso ter, no auge dos seus 7 porcento. SETE.
Tive que olhar novamente aquelas fotos, agora com o olhar mais calmo e tranquilo, para em vez de sentir saudade, lembrar de como aquele tempo era horrível, horrendo, ameaçador, sufocante, estressante, violento, assassino, descontrolado, instável, perigoso, uau...!
Engulo em seco.
Olho a primeira foto e me lembro de todo o ambiente externo fazendo pressão para, pouco a pouco, me fazer morrer.
Na segunda, a vontade de vomitar que quase não seguro, ao ver aquele ser terrível que, não fosse eu mesmo sair tão abruptamente, quase destruiu todos os meus sonhos para sempre.
E na terceira, porque três sempre é demais, analiso as conexões que me fazem mais uma vez vestir a máscara de imbecil.
Porque tudo era e sempre foi uma mentira. Um grande conjunto de manipulações, jogos e trapaças, caras e choros, que levaram - e se eu deixar, levam - a situação para onde quer que ela desejasse.
Sinto certa chateação, um amargo na boca, misturado com todo o coquetel de sensações já descrito, somada com essa imagem de fracassado, enganado, humilhado. A famosa cara de gol contra. Ao perceber pequenos nuances de uma história que existiu de maneira tão articulada e dissimulada, que de todo coração, talvez fosse melhor se nunca tivesse existido.
Então quando não dá para apagar, e já que nunca dá, é melhor tentar ver as coisas sob um outro aspecto, de um outro ângulo.
Que eu não faço a menor idéia de qual é.
De novo.
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