Tudo chega com muita força, intensidade, profundidade. Cada cena, cada gesto, palavra e canção, provoca verdadeiros fenômenos. Engolem tempestades, furacões, terremotos e tsunamis. Tudo vem como uma explosão no vácuo de dentro pra fora.
Reflito, mas não respiro - não direito como deveria, pelo menos. Ouço, mas presto a atenção apenas seletivamente, viro a chave, passo a borracha, mudo de direção.
Mudo as regras.
Ao próprio bel prazer, dito as condições. Não engano, convenço. Não mando, proponho três ou quatro alternativas - todas boas [para mim] - e assim dará certo.
Não faço favores, faço trocas, claro, quando quero. Apareço e bebo aquele uísque, o que quiser, ou o que puder, afinal, esse vai ser o que eu vou querer, então dá na mesma.
Não sou um monstro. Não me tornei um monstro. Nem ontem, nem hoje ao longo do tempo. São apenas pontos de vista.
Um jeito diferente de contar a história, neste rascunho.
Porque ainda bem novo reparava em tudo. E notei subitamente que existe gente que manda e existe gente que obedece. Existe gente que é, e existe gente que tem. Existe gente que não é, que não tem, mas que parece. Então notei que dá pra escolher em que lado se quer estar, e que dá pra mudar - até várias vezes ao dia! Como será que ele consegue? - e ninguém vai fazer nada a respeito. Muita gente vai se incomodar, naturalmente. Mas essa gente não tem boca pra nada.
Não consigo superar gente que não tem boca pra nada. Chamam isso de gente simples, mas sabe, bobagem. Ser simples não é isso. Se você não é capaz de dizer não, então não está preparado para a vida.
Não consigo superar gente despreparada para a vida.
E faço deste documento um rascunho, pois vivemos em tempos que toda opinião é perigosa, que olham seus links, seus blogs, sites, pages, até para avaliar se você é um bom partido. Imagina pra algo pior?
Libero quando sentir que posso. Talvez, quando eu for alguém melhor do que sou hoje.
E isso pode demorar.
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