Seus olhos são grandes
Uma armadilha para os meus, de índio
Seu toque é leve, macio
Seu beijo é doce até entre gemidos
Se misturando então, sem jeito
Com minha força bruta
Quando seguro firme seu rosto
E faço de ti o que quiser
Vôo longe entre memórias
Crio novas
Onde bagunço seu cabelo
Seu horário e sua dignidade
Assumo novos nomes,
Te chamo como quero
Mando, domino, acerto
Só pra te ver sofrer
Como gostas
Quando vejo, felinos, somos
Farra no telhado
Gritos, luzes, sombras
E a emoção canceriana se alinha com gêmeos
Me tiram da terra
Me agarro em nossos capricórnios
Sei que é sem querer
Mas sim, já estou lá
Onde, curiosamente,
Também sei jogar.
Depois,
Já são quase duas
A noite não me deixa,
Nunca
E cá estou eu escrevendo poemas
Que por azar ou sorte, você não há de ler
Preciso voltar.
Devia estar trabalhando
Mas a máquina de escrever mais me atrai
Me permito, e assim, sigo.
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