Seria, de fato, impossível
Descrever o que é que foi aquilo
No fundo eu gosto, adoro, e ouso
Dizer que sim, que amo
Embora não possa contar
Então atravesso a noite
Bebo muito, e como, consumo
Como se não houvesse amanhã
Mas o que eu sei é que sempre
Como em toda noite em claro
Sempre há
Só que o amanhã de qual falo,
Sol do meu girassol
Será diferente
Já que em teu olhar há de haver
Aquela luz de outro dia
Por que não dizer que sim
Que tenho em meu olhar também?
Além de lágrimas contidas,
Dor de traumas e emoções
Que estão tão bem escondidos
Sabemos bem como são
Sabemos bem que é assim
Que a banda toca por aqui
Respiro fundo e lembro, bem atento
Confundo pensamentos, e palavras, e gestos
Nada disso pode ser mentira,
Eu sei que não
Já que tudo é tão real, de um jeito, que entendemos
Nunca, jamais, ter, assim, sido
Nunca foi
Então eu sei que nem cansada estavas
Mas imaginei ou disse,
Olhando claro, e firme
Bem, talvez com algum sotaque carioca
Se está cansada,
Vem
Fica a vontade
E senta.
Aí é claro, conhecendo você
E tuas quinze personalidades
Procurando, de algum jeito, tua segunda
Ou talvez sendo, ali, apresentado
Só recebo, tranquilo e calmo, teu sentar
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