É fácil se apaixonar por gente feliz.
É ingênuo.
É tão fácil e ingênuo quanto pensar que "feliz" é um estado permanente.
Não existe gente feliz.
Existe gente que está feliz.
E aí, claro, é fácil mesmo se apaixonar. Quem nunca se apaixonou por um sorriso?
Não consigo contar nem com os dedos das duas mãos.
Insisto:
É fácil se apaixonar por gente feliz.
É fácil reconhecer.
Na verdade, pensando melhor...em tempos de pandemia, pode ser a coisa mais difícil do mundo.
Mas não pra você, se você viveu a pandemia vendo gente, fazendo festa, churrasco, fogueira, e o escambau.
"Sei lá...o jeito que a gente quebra a quarentena é diferente, sabe?"
Aí fica fácil, mesmo, pensar assim.
Difícil é assumir.
Que a vida não é um arco íris.
Orfeu estava certo com Zeca, também não é um bicho de sete cabeças.
Mas veja bem.
Por trás de todo sorriso, estão os traumas.
Por trás de toda simpatia, estão os demônios.
Por trás de todo o charme, estão os perrengues.
Simétrico assim.
Se apaixonar por gente feliz é amar um pedaço da pessoa.
Acrescente, aos tempos de pandemia, uma pitada de stories.
E voilá!
Você se apaixonou por uma figura.
Insisto e repito:
Quem nunca?
...se apaixonou por um sorriso?
Difícil é ficar.
Quando o cerco espreita.
Quando o tempo fecha.
Quando a coisa aperta.
E aí? Quem vai segurar esse rojão?
Não é problema seu. Não é problema de ninguém.
Entretanto, fácil é sair.
Atrás de outro sorriso.
Atrás de gente feliz.
"Feliz"
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