Queria que você nunca tivesse ido.
Queria que você tivesse vindo.
Que tivesse, sim, voltado, quando bem desejasse
Mas olha só quem está aqui, com essa mania, de querer dominar tudo
De novo!
Queria que você soubesse, e também que pudesse
Ouvir meus sussurros de volta
Fossem eles ao adormecer
Ou empurrando sua cabeça contra o travesseiro, num gemido louco
Queria também que se lembrasse
Que tornar fácil nunca foi do meu feitio
E que há um turbilhão de emoções por aqui
Daquelas que, provavelmente, você não quer nem saber
Afinal, quem se importa?
Queria que se quebrassem, ao meio, essas benditas pedras
Que se abrisse uma estrada
Para que você viesse, de novo, visitar meu céu
Queria que me mostrasse
A constelação bem em cima da minha cabeça
Queria que não fosse tão respeitoso, às vezes
Pra que me permitisse romper tuas malditas regras
Queria que elas não existissem
E que sua voz não fosse só essas gravações,
guardadas numa fita cassete
A sete chaves
Queria, enfim, mais do que você só gostasse
De montar
E de quebrar aos pedaços
Queria que você chegasse ao ápice
Que eu já sei que não vai
Não vamos
Não enquanto não fizermos algo
Como mudar a conjugação
Para que tudo o que a gente quisesse
Acontecesse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário