quinta-feira, 15 de julho de 2021

Comfortably

O ódio entrou e dominou

A teimosia

O desejo de vingança

As pragas mais absurdas

Que eu sempre roguei

E que se acabam depois de um mês

Ou dois, ou três

Quem sabe?

Eu gosto quando isso acontece

Eu vou pro fundo do poço

Me banho d'aquela água suja

Que quem poluiu

Sabe-se lá se fui eu

Ou o inferno dos outros

Depois me embriago de vinho

E cuspo pra cima

Enquanto gargalho

Lembrando dos desamores

E desse risquinho a mais

Na parede da cela

Olho para os lados

Só vejo os tijolos

Que empilhei com aqueles tantos nomes

E que delícia que foi

Tanto quanto horrível, se tornou

Só para que eu pudesse

Olhar pra cima

E ver que a saída

É o céu

E o universo

Nunca foi

O limite.


Nenhum comentário:

Postar um comentário