O ódio entrou e dominou
A teimosia
O desejo de vingança
As pragas mais absurdas
Que eu sempre roguei
E que se acabam depois de um mês
Ou dois, ou três
Quem sabe?
Eu gosto quando isso acontece
Eu vou pro fundo do poço
Me banho d'aquela água suja
Que quem poluiu
Sabe-se lá se fui eu
Ou o inferno dos outros
Depois me embriago de vinho
E cuspo pra cima
Enquanto gargalho
Lembrando dos desamores
E desse risquinho a mais
Na parede da cela
Olho para os lados
Só vejo os tijolos
Que empilhei com aqueles tantos nomes
E que delícia que foi
Tanto quanto horrível, se tornou
Só para que eu pudesse
Olhar pra cima
E ver que a saída
É o céu
E o universo
Nunca foi
O limite.
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