Quando me perguntam
Sobre quais drogas
Já provei
Não hesito em dizer:
Aquelas que me ofereceram.
Nem uma a mais.
Entretanto
E entre tantas
Nada sequer
Se quer comparar
Ao amor
O amor é,
e continua sendo,
sim
A droga mais poderosa
Que eu já
provei.
Não há dor
Nem riso
Nem flor
Nem questão
Nem solução
Ou dúvida
Ou certeza
Que me reste.
Será isso,
[de novo],
o amor?
Talvez uma nova dose...
não sei
Mais forte?
Mais pura?
Da boa.
Ou será que é uma coisa
que eu nunca vi
Que me leva pra lá
E pra cá
E pra todo lugar
Que, apesar
de qualquer nome
Eu não aguento de vontade
de te ter
de novo
Será mesmo?
E eu que pensava
que o álcool era aquilo
Que um dia
Iria
me dominar
Quem dera, eu
Tivesse o poder
de escolher.
Por isso, faça o que quiser
De mim.
Me apresente
O lado negro
Da força.
E seu poder.
Ilimitado.
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