domingo, 12 de setembro de 2021

The great pretender

Ora, é claro, que sigo sofrendo
Mas que posso, eu, fazer?
Se as vezes é a folha em branco e só
E todos os poemas
As prosas e canções
Que me vieram logo ao acordar
Ou no meio do banho, outro dia
Desapareceram
Junto com todos os outros
Que volta e meia me deixam sozinho
Já que sabem que sozinho, nunca estou
Já que não sabem onde está o limiar
Depois, rapidamente, os culpo
E finjo que não fui eu
Quem fugiu. 

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