Quando tocou aquela música, lembrei-me daquela noite.
Em que, embriagado de vinho, me sentia vivo
De um tempo em que me encantava com suas palavras e
Principalmente
Cria que eram reais
Eu sei o quanto errei aqui, e ali
Bem mais comigo do que com você
Errei porque foram em noites assim
Que eu te criei
Não te olhei, não parei, não medi
Baixei a guarda, abri meus braços, fechei os olhos
E te inventei
Devia ter te ouvido, quando me disse
"Eu sei que eu não sirvo pra você"
Achei que era charme, questionei, não permiti
Que tentasse me dizer o que fazer
No fundo era um recado, agora eu sei
Despi-me da vergonha de escrever
E agora engulo seco o doce amargo
Que é tentar entender o que fazer
Com aquilo que não me diz respeito.
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