E assim, a deslealdade, repetidamente por dias, meses, anos, cumpriu seu papel. E executou aquilo que era o resto de esperança que ainda havia e que insistiu em sobreviver em meio ao caos, à guerra, à bagunça do que achávamos que seria real.
Não há muito o que dizer além de parafrasear a bela e honesta Roberta Miranda. Ao longo da história os caminhos foram se fechando e, para os poucos que sobraram, ainda certa esperança os acompanhava, ainda que na incerteza do que poderia acontecer.
Retiro-me, desta vez, não aos prantos - como se a sessão de hoje a tarde tivesse antecipado aquilo que, inevitavelmente, haveria de ser - mas com a sensação de dever cumprido e de que a última gota de esperança foste, enfim, derramada.
Um suspiro de dor e de alívio dizendo que nesta terra nada é fértil, nem mesmo a verdade, e que é inútil insistir naquilo que só traria dor, ilusão, sofrimento e desrespeito conforme os dias, meses, anos, se passassem.
Inevitavelmente em vão.
Respiro num alívio triste de quem se livrou do mau maior. Ao passo que matou aquela imagem bela, ali, recém criada, pronta pra ser realidade, sem qualquer vil julgamento. Respiro enquanto engulo as duras lágrimas que já não valem, sequer, serem, derramadas.
"Foste desleal, mentiste, duvidaste desta inteligência. E já que ignoraste toda e qualquer dada chance, apostaste tuas fichas, e perdeste-te em teu próprio emaranhado de problemas, que haveria eu, de desejar-te aqui, se não, tua própria vida. Que por si só já mata-te o suficiente"
Despeço-me, então, livre, e em paz comigo. Já que gastei-me no último desabafo. Deixei-te claro: em meias verdades, não quero.
Então, caprichou, fez pior
Deu-me a mentira completa
Pra que não restasse dúvida
"Na infidelidade, você perde o amor..."
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