sábado, 27 de maio de 2023

Poeminha no Celeiro

Tem sido difícil sair da cama
O ninho protege
A música chama 
E eu digo sim
Sempre digo sim
Pois não tenho medo
Na verdade, tenho
Mas sigo e enfrento 
O medo da morte
O medo da vida
Um pouco de sorte
A língua ferida
Da voz que me acalma
Já tenho saudade
Engulo a vontade 
Lambuzo Minh’alma
E também os lençóis 
O mundo lá fora
Oferece perigos
Tirou-me o abrigo
Quem dizia nós 
Já não há mais nós 
Desato o que falta
E no quarto escuro
Me sinto seguro
Pensando melhor 

Nenhum comentário:

Postar um comentário