A ruptura é um processo delicado
Penso que não
Não escrevo para mim,
mas sim, para quem lê
Preocupado
Dancei bolero até as 4
Manhã, noite afora, e o vento
Me afoguei la pras 3
Me enganei até as 2
Paixão, veio forte, até a 1
Cantei e aplaudi
Meia noite
Eu gosto da fúria do Tim Maia
Mas confesso ter vindo aqui pelo Rei
Conservador não sou, mas sim, sei ser
E também não sei amar, mas quero bem
Canto amanhã de manhã mesmo que meu café
não tenha açúcar
Ouço a respiração da moça que me dará crias
Já que a cerveja congelou, e o vinho, bebi todo
Saíram do controle as coisas, sim, de novo
Capricórnio sempre deixa-me, assim
bem longe dos vícios
E eu adoro provocar leitores céticos
Mas o mapa da loirinha me assustou
E já sinto-me ansioso, esse futuro
Risco guardanapos velhos à caneta
Depois eu passo tudo pro teclado
Lembro da rodoviária na Nações
E tanta confusão que lá vivi
Bolero a ensino a dançar
Boletos ensino-a a pagar
E perco-me todo, me humilho, e me lasco
Pois não quero crer
Que ainda serei
Sozinho de novo
Eu não sei.
Meus poemas sempre
Se acabam assim
Não lembro quem foi
Mas sei, foi, pra mim
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