No fundo a gente sabe que, na verdade, ninguém sabe bem o que é que tá fazendo.
Se o mundo agora diz que nós podemos discutir todas as coisas, conversar, desabafar, e se entender, e se explicar sem termos medo, bem...tentamos, sim.
Porém, também sabemos, que nós somos os primeiros. Isso é o que muda tudo.
Tentamos, arduamente, a cada dia ou talvez a cada semana, analisar o que passamos e mudar o jeito que nós conversamos para, então, comunicarmos tudo aquilo que jamais sequer foi dito.
Mexemos no vespeiro pois sabemos que esse é o único jeito.
É aí que nos perdemos.
[repito, reescrevo]
Afinal não sabemos
O que faremos com isso
No fundo me permito confessar que, na verdade, nós jamais saberemos responder.
A cada novo dia, vejo a vida, mas não sei mais enxergar sua magia. Os dias, sempre iguais, passam por cima, daquilo que apelido de rotina.
E há dias que eu afundo, e me soterro, no caderno, nas palavras, nos meus próprios pensamentos, ao mesmo tempo em que respiro, e amanheço sem porquê.
A neve me ensinou algumas coisas
Entre elas, se vestir sempre lá dentro
Não sei mais não olhar temperatura
E antecipar meus dias já bem cedo
No fundo toda vez que vou ver a temperatura, na verdade, sinto a vida e a natureza.
Foi só quando aprendi a respeitar as estações, as previsões, a cor do céu e a luz do sol, que me reconheci e pude então me respeitar, pelo que sou.
Olhar que lua estamos, em que fase e posição, é lindo se você souber olhar do jeito certo. Explica, mas, porém, não justifica.
O mar, o céu, e o sol. Tudo o que é natural, influencia. O ar, a chuva, a luz, e a escuridão. Moldaram meu caráter para sempre.
Sei, sou, um novo ser
Porém, já não sei bem se quero ser
Não sei ser o que sou, pois nunca fui
E pra ser sem saber, bem, sabe lá
Por quanto tempo mais
Assim serei
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