Entre o café preto bem forte
E as poesias de Drummond
E as poesias de Drummond
Ainda tenho que escrever baboseiras
Que me rendem algum dinheiro
O uso singelamente
Pra sustentar meus vícios
Pagar por prazeres da carne
Sejam ou não ilícitos
Assim tornei-me escritor
O sonho da minha vida
Atingido ali pelos trinta
Só pra foder a métrica
Da Prô Claudete de literatura
A chuva e o vento bateram
Derrubando seu xampu de criança
Da vitrô do banheiro social
O cheiro espalhou-se todo
A mesma chuva no deck
Lavou seu chinelo do Mickey
Ora, se isso é poesia
E se a minha vida é linda
Por que essa melancolia?
Deve ser a lua em gêmeos
E o meteoro vermelho
Na noite de ano novo
Que não me sai da cabeça
Deve ser você
Que não me sai
Da cabeça.
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