quinta-feira, 14 de abril de 2022

O que você quer ser quando crescer?

Desde os 17 eu tenho o sonho de ser escritor.

E eu escrevo, desde então.

Ficava imaginando como seria trabalhar, todo dia, escrevendo, escrevendo, e escrevendo...

Depois me pegava pensando em como será que um escritor ganha dinheiro. Li sobre alguns tipos de profissão - umas conhecidas, outras nem tanto - e, por fim, sempre concluía: não é possível.

(esse cara deve ser de família rica)


No meio disso tudo, veio essa minha necessidade curiosa de não passar fome. 

Aí não deu.


Por isso nunca tentei ser um escritor. Nunca. Nunquinha.

Ainda sim, sempre quis.


E não é que agora, finalmente, virei um?

Parei para escrever esse aqui porque me peguei sem energia pra escrever. 

De tanto que já escrevi. A noite toda (veja só!). 

Também porque me lembrei de ter lido alguém, certa vez, dizendo que tinha começado um livro, mas que não conseguia terminar, porque não tinha tempo, de tanta coisa que tinha que escrever. 

Somei tudo isso a um trechinho que li, dia desses - afinal, nesses tempos, a gente acaba só lendo trechinhos, né? - de uma escritora que diz que só começou a escrever sobre o que gosta depois dos 54 anos.

Ainda não cheguei lá. Espero chegar. 

E poder escrever sobre o meu amor por vacas roxas. 


Espero começar antes também.

Mas, é claro. Se der.


Enquanto não dá, eu escrevo. 


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