Isso mesmo, mais seis meses de silêncio.
Muito álcool, pouco assunto. Muita dúvida, pouca inspiração.
Quase nenhuma.
E lá vamos nós de novo, de onde paramos ou - também conhecido como - de fato, de onde nunca deveríamos ter saído.
A folha em branco.
Entre inúmeras tentativas, adiando o inevitável e sucumbindo - como sempre - às paixões da carne, o que uma hora haveria de ser, foi.
Acho que...é.
Sabe...existe uma certa tara pela profundidade.
Do lago, ou do poço. Que seja. Mas é ali, onde nada acontece e tudo pode acontecer.
É olhando pro lago que Narciso vê a si mesmo. Outros, vêem a lua, as estrelas. Ainda outros, enxergam as coisas.
Desta vez, não podia ser diferente.
Aquilo que as estrelas mostraram, o medo levou embora. Só ficou, então, o silêncio. Bendito mundo moderno!
E aquilo que a lua sempre carregou e nunca deixou ir, até voltou, veja só.
Agora...em vez do lago, encaro o poço. E adivinha!
O faro, o instinto, a visão, as cicatrizes e os macetes, esses sim.
Continuam aqui.
Nunca se vão, ao mesmo tempo em que não deixam nada se aproximar.
Nada perigoso.
Tudo é perigoso.
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