Esse é o momento.
São mais de três.
E como um velho sábio que eu já chamava de "véio" há, talvez, quinze ou mais anos atrás, me diria: nada de bom acontece depois das duas e meia.
De fato, só quem é da noite sabe o quanto isso é verdade.
Bêbado, mas nem tanto, ouço a música que a rádio me dá. Somente o sol se escondeu, e sim, meu corpo pede o seu calor. A poesia em português continua imbatível.
Ao passo que há algumas horas estava vendo as fotos daquele lugar que nunca bem fotografei. Que saudade das ruas e das paisagens que vi com meus próprios olhos e que não tive tempo de registrar apropriadamente. Que vontade de viver tudo de novo mas, dessa vez, do jeito certo.
Talvez seja a quarentena, não sei, mas esse confinamento têm - recentemente - me dado uma vontade louca de voltar pra aquele lugar e começar tudo de novo. Será que eu teria chance?
As coisas estão mesmo ficando muito estranhas ultimamente.
Quando entra, então, o Zeca Baleiro e o Fagner, dupla que tanto amo e que, assim como nunca vi, nunca mais se viu, é que eu tenho certeza da profundidade que a noite tem, não que nunca tivesse tido. Sinto saudade.
O que é que eu fiz da minha vida?
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