Nem sei o quanto é estranho dizer
o que penso em dizer,
muito menos,
sentir o que pareço sentir.
Ouço canções tristes
e fico tão triste
Ouço canções felizes
e não fico, assim,
tão feliz.
Parece que o momento, finalmente, chegou.
Não quero você de volta.
E agora, por isso,
a tristeza é diferente.
Porque as coisas às quais me apegava
Então, deixaram de fazer sentido.
Não entendo direito
porque te ligo,
porque te atendo,
porque respondo suas perguntas,
enfim
E se a música triste
me deixa tão triste
É porque não queria estar assim
Tá bom, que ninguém quer, também
Mas é que...
O que era tão complicado,
de repente,
ficou tão simples
Que se esvaiu, até que
Deixou aqui o nada,
esse vazio,
esse silêncio
e até uma falta de ar
Contudo eu juro,
nem sei pelo quê
Que não quero que você preencha.
E é porque a água que tu trazes
e que mata minha sede,
também me envenena.
O amor que trazes
e que arranca-me o gozo,
também me suga.
A cada coisa
que me ofereces,
acompanha ali algo
escondido,
que há de me matar,
pouco a pouco
Como um dia começou e
como não deixei
que terminasse,
não deixarei mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário