Senti de novo. Não deu pra evitar.
Pra ser honesto, até que estava com saudade. É fácil pra'queles acostumados ao flagelo gratuito e deliberado.
Ah, a dor. Mesmo nos dias de hoje, mais fácil de se conseguir alguma do que qualquer bagulho que dê barato.
Pois bem. Mas não é disso que estou falando. Ou é quase.
Depois de uma intensa adrenalina - e se o leitor voltar alguns anos neste blog, vai perceber que tenho propriedade no assunto - vem a queda livre.
O que aconteceu, nos últimos vinte dias, foi uma dose longa, enorme, e intensa da mais bonita adrenalina. Ao contrário daquela que eu estava acostumado: suja, viril, potente, perturbada, confusa, louca e arrepiante, não. Essa foi diferente. Pude experimentar algo novo: uma adrenalina intensa, bonita, doce, honesta, sincera, direta, simples...diferente.
Fora da realidade. Ao menos, da minha.
Então, ao voltar, passei de fato a me questionar. Por que? É claro que eu haveria de voltar, afinal, estou sempre indo, e sempre voltando. Mas a que custo, desta vez?
Novamente, leitores acostumados com este do lado de cá, sabem que lido bem, bem demais, até, com a tal da solidão.
Porém, depois dessa dose incrivelmente profunda de uma adrenalina nova no (meu) mercado...a solidão não pareceu tão gostosa assim.
Veio amarga, penosa, triste e dura. De fato, como já estive aqui, nada novo além de mim mesmo, ali, olhando para a folha em branco e datilografando freneticamente em busca da porta.
Ouvindo um mundo ideal.
E encarando a realidade de que as almas boas estão ali, estratégica e milimetricamente posicionadas para salvar seres como eu.
Penso em todas as vezes que fui o salvador.
E equilibro com aqueles que, por opção, decidiram por não.
Por isso, no fundo, estamos todos tão sozinhos. E assim continuaremos.
Exceto aqueles que me foram anjos. Estes porque me ensinam a sê-lo, e para todos eles, tudo o que eu puder. A salvação da minha alma pelas suas, meus amigos.
Aos outros, o rigor da lei.
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