Já não sei mais em quem, ou em quê botar a culpa por esses espaços vazios entre um texto e outro. Acho que já tentei me enganar com várias desculpas, mas nenhuma delas me pareceu convincente o suficiente para me tranquilizar: falta de tempo, vida de adulto, dedicação ao trabalho, emburrecimento...tudo parece comum.
No fim, o que me pega mesmo é o medo de assumir que não tenho pensado. Não o suficiente, não no que interessa, enfim. Sem loucura. Será?
Vez em quando vem uma enxurrada. Quatro, cinco textos de uma vez. Mas ainda sim, tenho guardado muito pra mim. E tenho ficado doente, de um jeito até perigoso. Do jeito mais seco possível, fazendo jus à história do homem que se sufocou com as próprias palavras que não disse.
Andei relacionando a coisa de rede social vs. profundidade - afinal, antes essas coisas não existiam.
Curiosamente tenho trocado aquelas reflexões frente a cachoeiras ou montanhas por horas rolando a timeline. Soa ridículo, e é.
Novamente me vejo parado aqui, na trilha que me leva para a porta da selva. Olhando para o caminho e tentando enxergar o que me levará de volta para este porão que tanto me fez bem e me alimentou, por todos esses anos. Uísque? Algo mais pesado? Perfumes de corredor?
Vou tentando. Como me disseram, dia desses: cada vez mais, de olhos bem fechados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário