Interior de Minas gerais, Junho de um ano qualquer. Seis e pouquinho da manhã...
- Ai, menino, de novo essa música?
- Não é demais, guria?
- Não! Hunf...quero dormir
- Tá bem, mas vai ter que dormir ouvindo a Sinfonia Inacabada
- Morra, Schubert!
- hahahahah, vem pra cá vai, olha essa vista do sol! Tem café aqui também
- Hum, café?
- O meu, ainda, imperdível.
- Bobo. Esse sol tá lindo mesmo.
Um gole de café...
- Este sol demorou...
- É inverno, o que você queria?
- Não, falando sério. Custou tanto pra gente ver o sol daqui de cima. Longe de tudo.
- Ah...ah. Eu sempre soube que conseguiríamos.
Silêncio embaraçoso...
- Pára a música, pega o violão!
- Você dança?
- Não sei dançar mais sem você, menino.
- Claro que sabe. Dança pra mim!
E aquela dança ao som de simples acordes foi delicada, leve e sensual. Fazia frio, então ela dançava de moletons e com a blusa de lã que ele usava pra dormir, mas vá lá...
- Que delícia...posso tocar este violão o dia todo, se você dançar assim
- Não, tenho planos pra nós
- Hein?
- Vem cá!
E o resto do dia, o resto da vida, se explicam por si.

Oi, adorei seu blog. A forma como você escreve é leve e delicada. Carregado de sensibilidade. Ficaria por horas lendo seus textos, mas preciso ir deitar. Amanhã retornarei a lê-lo.
ResponderExcluirSe puder, dê uma conferida no meu:
http://mayrarcoimbra.blogspot.com.br/
Abraços,
Mayra