Chego na selva. Olhos atentos a todos os lados, ouvidos e percepção aguçada (pensava, por um instante, ter perdido isso), eu vim pra ver como anda este lugar.
Deixei este lugar de lado. Embora sei que este seja "o" lugar, este é o meu lugar, e é aqui eu que eu tenho que estar. Deixei este lugar de lado para correr atrás daquilo que me condena e me escraviza: a fome. Deixei este lugar de lado, mas estou de volta.
Não sei quanto tempo foi, se alguns meses, ou quem sabe alguns dias que fiquei longe. Não importa. Em visitas esporádicas é que construo minha moradia em meio a essa forte chuva de pesadelos, e é me escondendo por debaixo das cabanas feitas de mato e de mentiras é que visto minha máscara, para me defender dos ataques dos animais selvagens e das fraquezas do meu egocentrismo. Dá medo. Mas, vambora.
Parece que está tudo abandonado, as coisas estão calmas por aqui, não vejo grandes movimentos. De qualquer forma, já entrei, e preciso ver se está tudo certo, ou se existe alguma ameaça. A selva existe, em cada um sabe (ou deve saber) bem como cuidar dela. Cada um deve saber o tamanho e os perigos que rondam o interior da própria selva. Mas não, a maioria, não se preocupa tanto. Tudo bem.
Vou desbravar mais um pouco, para ver o que encontro. Vou alimentar a esperança de lembrar que isso aqui é realmente um bom lugar. Que é bem melhor estar aqui do que lá fora, trabalhando pra pagar o que comer, pra ter energia pra trabalhar.
Que saudade das madrugadas a fio com coca-cola e muito assunto.
Sim, essas são as que mais me fazem falta. O gosto da coca-cola e o sabor das conversas. A lembrança da sensação. Como isso faz falta.
ResponderExcluirOlá, senhor nomeado de Tarzã! (rs)
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