Como pode estar casado,
sendo tão bom amante
E quem verá no matemático,
bela alma cantante?
Quem convidou o músico
que nao sabe desenhar
Quem, ao vê-lo de perto
não se encantou pelo olhar?
Foge do meio do povo
Este ser tão simpático
Não frequenta as tais peladas
Ousa dizer que é másculo
E luta em persuasão
Mesmo em qualquer mentira
Cria o lúdico então
Despresível mania
Mas com paciência, espera
Enterra sua ansiedade
Está nervoso, não nega
Não revela outra metade
Não caça grandes ambições
Nem sabe o que é, direito
E sua perfeição, narcisa
Ouve gritar do espelho
Você não vale nada.
Valeu pelo comentário em nosso blog/site (RetrôVinil) e já passo também para parabenizar seu espaço poético.
ResponderExcluirPor mais que procuremos o equilíbrio das emoções e da razão, não contradizer, o paradoxo também me agrada... hahahaha.
Se bobear está tudo no mesmo lugar...rs
Belo texto
Que desinteressante se mostra uma alma linear, a eterna questão do “Quem sou eu?”
ResponderExcluirsempre termina num quadro de respostas multifacetadas,Pode sim o matemático fazer música e o amante estar casado o que não pode é deixar de ser por parecer contraditório ou contrastante.